APEC quer reforçar laços entre alunos das diferentes instituições de ensino católico após concurso integrado do Jubileu 2025
A Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) promoveu um concurso nacional destinado a alunos, no contexto do Jubileu 2025, que culminou com a entrega dos trabalhos vencedores no Dicastério para a Cultura e Educação, no Vaticano. A iniciativa, criada para envolver as escolas católicas na celebração jubilar, mobilizou dezenas de alunos e professores em torno da arte e da espiritualidade.
Susana Sousa, da equipa de coordenação do concurso, explicou ao EDUCRIS que o objetivo da APEC foi “envolver as escolas católicas no Jubileu do Mundo Educativo, levando uma peça simbólica à Santa Sé”.
Segundo a docente, “o concurso contou com cinco modalidades — desenho, escultura, pintura, fotografia e poesia — e teve dois escalões: um para o 1.º e 2.º ciclos, e outro para o 3.º ciclo e ensino secundário”.
No primeiro escalão, o Colégio Rainha Santa Isabel, de Coimbra, foi distinguido na categoria de fotografia (3.º e 4.º anos), enquanto, no segundo, venceu o Colégio de Nossa Senhora da Assunção, de Anadia, na modalidade de poesia.
Ao todo, participaram 28 trabalhos, avaliados por um júri composto por elementos da direção da APEC, do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), professores e alunos.
O secretário-geral da APEC, Jorge Cotovio, reconheceu que o momento do lançamento do concurso — coincidente com o final do ano letivo passado e o início do atual — poderia ter limitado a adesão, mas destacou o entusiasmo das escolas.
“Ficámos positivamente surpreendidos com o número de trabalhos enviados e com o reconhecimento de diversas escolas que, mesmo sem participar, nos felicitaram pela iniciativa.”
O responsável sublinhou ainda que esta ação “serviu para sensibilizar toda a rede de escolas católicas para a preparação do Jubileu do Mundo Educativo”, incentivando várias delas a promover, internamente, atividades relacionadas com o tema.
Quanto ao futuro, a APEC pretende continuar a desenvolver projetos que envolvam alunos e comunidades educativas.
“Temos amadurecida a necessidade de criar iniciativas que vão para além dos professores e educadores, chegando às comunidades de forma mais alargada”, referiu Susana Sousa, adiantando que o objetivo é “continuar a investir na proximidade entre escolas e alunos”.
Entre as próximas iniciativas, Jorge Cotovio destacou a intenção de reforçar a ligação digital entre escolas católicas portuguesas e estrangeiras, nomeadamente através da partilha de experiências com instituições de outras congregações e países lusófonos.
Está ainda prevista, para maio do próximo ano, a realização de uma “Assembleia de Alunos” em Fátima, que reunirá representantes das escolas católicas de todo o país.
Educris|10.11.2025
