Fernando Magalhães lembra “missão única e irrenunciável” das instituições de ensino católico e revela “grande ânimo e sentido de missão” após os desafios deixados pelo Papa Leão XIV no Jubileu do Mundo Educativo.
Terminou hoje, em Roma, o Jubileu do Mundo Educativo. O Dicastério para a Cultura e Educação, organismo da Santa Sé, estima em 15 mil o número de participantes vindos de 14 países.
Presente em Roma, desde a passada quinta-feira, Fernando Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), considera que as escolas católicas portuguesas regressam com “um grande ânimo” e com “linhas claríssimas de ação” propostas pelo Papa para o futuro da missão educativa da Igreja.
“A mensagem do Santo Padre foi simplicíssima, mas não podia ter sido mais ordenada. Ficamos com quatro linhas de ação, claras como água,” sublinha no final da eucaristia.
O responsável elenca os desafios lançados pelo Papa aos educadores católicos, nomeadamente o reforço da interioridade, da comunhão e da coerência educativa, e considera que o encontro, em Roma, “renova o sentido de pertença e o compromisso da escola católica com a missão da Igreja”.
“Há sempre um reforço da vinculação eclesial, de toda a comunidade das escolas católicas em relação à Igreja a que pertencem. A Igreja é mãe e é mestra, e é importante recordar isso”, desenvolve.
Durante a presença na cidade eterna o presidente da APEC destaca “o ambiente vivido entre os educadores”, quer “na praça de São Pedro, quer nos vários momentos propostos pela organização”.
“Antes da audiência de ontem com o Santo Padre o ambiente era de uma festa imensa. Isso renova a alegria desta nossa missão e o sentido de pertença a esta Igreja que é a nossa casa”, declara.
Sobre os dois encontros mantidos entre o Papa e os educadores católicos, o responsável sustenta “não se tratar apenas de uma mensagem inspiradora”, mas de um “verdadeiro programa de trabalho”.
“A mensagem converte-se em programa de ação. Não são apenas ideias para pensar: são linhas para agir de forma autêntica.”
Entre os pontos destacados pelo Papa está a centralidade da espiritualidade e da interioridade do educador — um aspeto que, recorda Fernando Magalhães, já é constitutivo da identidade da educação católica em Portugal.
“A interioridade faz parte da nossa diferenciação desde sempre. Não é novidade, mas é um reforço necessário. Faz parte intrínseca do que nos distingue e do que oferecemos, com todo o mérito que reconhecemos aos outros projetos educativos”.
Para o responsável “o futuro da escola católica em Portugal é promissor” e vai requer “o empenho e comprometimento de todos”.
“Temos muito para fazer no meio das complexidades do nosso contexto nacional e internacional, mas saímos daqui com uma mensagem que inspira e fortalece a ação”, completa.
Educris|01.11.2025
